domingo, 25 de junho de 2017

Estamos Realmente Prontos?



Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo..
(Lucas. 22:33)
A primeira coisa que o Bispo Steed fazia toda manhã era ir até a janela e abrir a cortina.
Olhando em direção ao céu ele dizia:  É possível que seja hoje, Senhor.
Eu estarei trabalhando, mas pronto.
À noite ele retornava à janela antes de dormir e dizia: "Talvez seja esta noite, Senhor. Eu
estarei dormindo, mas pronto.   Acordarei quando Tu vieres."


Podemos dizer como Steed, "estou pronto?"

Temos a plena convicção de que, se o Senhor voltar hoje, ouviremos a Sua voz chamando o nosso nome e a seguir "vinde, bendito do meu Pai”?
Tem nossa  vida servido de exemplo no meio de nossos amigos?
Eles podem testificar que Cristo habita em nós?
Será que temos duas caras?     Na Igreja nos vestimos e agimos como santos...No mundo nos vestimos e agimos  como mundanos.


Muitas vezes só lembramos que somos filhos de Deus no culto do final de semana.

E assim mesmo se não houver nada mais interessante a fazer.
Costumamos arrumar desculpas para não ir às reuniões: está chovendo... Faz calor... Estou com visitas... Já fui pela manhã e não há necessidade de retornar à noite...
Mas não temos a mesma criatividade de nos desculpar com tudo e com todos dizendo que a nossa prioridade é estar diante do Senhor e dos irmãos seja qual for a situação.


O nosso texto bíblico de abertura mostra um Pedro dizendo que estava pronto.

A seqüência mostra que ele, verdadeiramente, não estava.   Faltava-lhe algo.
Estava empolgado, mas não estava pronto.
Possuía voz de liderança entre os apóstolos, mas não estava pronto.
Dizia coisas lindas sobre Jesus, mas foi preciso ouvir o galo cantar, chorar arrependido, sentir o olhar do Mestre para que, transformado, estivesse realmente pronto.


Cristo prometeu voltar para buscar a Sua igreja – aqueles que abriram o coração para Ele crendo que é o Senhor e Salvador.

E será que Ele nos levará?
Estamos realmente prontos?
FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS

sábado, 24 de junho de 2017

EXPERIÊNCIAS RENOVADAS



Mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória.   (2 Corintios  4:16-17)

Quando Albert Einstein estava monitorando um exame final para alunos de física, um deles queixou-se de que as perguntas da prova eram idênticas às do exame do ano anterior.

"É verdade," respondeu Einstein, " mas as respostas são diferentes este ano."


Muitas vezes lamentamos por estar experimentando, ano após ano, as mesmas lutas e as mesmas dificuldades de sempre.

O tempo passa e não vemos as soluções para os nossos problemas.
Tudo parece igual e até nos conformamos com os constantes fracassos.


Mas será que tem de ser realmente assim?

As lutas podem até  ser iguais, mas é necessário que creiamos firmemente que
os resultados serão diferentes.

A do ano anterior serviu para nos ensinar alguma lição e as atuais nos ensinarão outras.
E assim estaremos subindo, pouco a pouco, em direção à vitória definitiva e ao regozijo pela bênção alcançada.


É necessário também que compreendamos que uma vitória no passado não pode servir para uma acomodação espiritual como se nada mais necessitássemos fazer em relação à nossa vida cristã.

Nosso relacionamento  com Deus traz uma renovação de gozo e alegria que se modifica a cada dia.
As bênçãos de ontem serviram para o nosso refrigério ontem e precisamos buscar novas experiências todos os dias de nossa vida.
Assim não cairemos em uma rotina espiritual e a nossa vida será um manancial de regozijo que nos conduzirá em alegria por toda a eternidade.


Você está se conformando com uma pequena bênção do passado?

Não seria melhor buscar  outras?

FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Rei Está Oculto Neles



Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes.  (Mateus. 25:35)
Uma pintura do Século XIX mostra uma longa fila de mendigos aguardando por um prato de sopa.
Todos eles têm uma aparência desprezível e trajam farrapos, mas em torno da cabeça de um deles percebe-se uma auréola.
Um deles, na fila, é Cristo!
Você pode não ver nenhuma auréola em torno da cabeça de seus irmãos e irmãs que passam por necessidades, mas servir-lhes é o mesmo que servir a Cristo, pois, o Rei está oculto neles.


Até que ponto temos  estado indiferentes às necessidades daqueles que estão junto a nós e enfrentam situações difíceis e urgentes?
Temos nos limitado a orar e oferecer uma palavra de consolo ou temos também proposto no coração:


"Senhor, sou teu filho e quero compartilhar com meus irmãos aquilo que tu tens me dado com abundância?"


Quando o amor de Deus inunda o nosso coração, não conseguimos ficar alheios às necessidades de nosso próximo.


De que serviria o amor se não pudéssemos praticá-lo?
Ele não é um cordão ou uma pulseira que serve de adorno, mas uma chama que nos impulsiona a mostrar que verdadeiramente somos movidos pelo Espírito do Senhor.


O Senhor Jesus nos convida a praticar a nossa conversão.
Fomos transformados para ser uma bênção em Suas mãos.
O Seu brilho precisa ser notado em nós e as nossas atitudes, como o sal da melhor qualidade, têm que dar sabor ao mundo em que vivemos.


Temos sido gananciosos achando que o que é nosso é nosso e que cada um deve cuidar de seus próprios problemas ou, por amor ao Senhor Jesus, alegramo-nos em repartir aquilo que
Deus tem nos dado, mesmo que seja pouco?

Aquilo que oferecemos, por amor a Cristo, será multiplicado e abençoará
ao nosso irmão?


Você tem praticado o amor de Cristo?

FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Limpando O Baú Da Indiferença



Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.(Salmo. 119:105)
Ao visitar, socialmente, uma casa longe da cidade, um ministro de Deus teve o convite inesperado para dirigir uma pequena reunião e falar das coisas do Senhor.
Ele pediu aos donos da casa uma Bíblia, mas nenhuma foi encontrada.
Disseram que havia uma guardada em algum lugar, e procuraram até que a encontraram em um velho baú de navio colocado no sótão.
Surpreendentemente, por fora da velha arca havia uma placa com os dizeres: "Desnecessário para a viagem”.
Nós, cristãos, estamos certos de que a viagem da vida deve ser feita com a Palavra de Deus como guia constante.


Não há nada mais necessário para nós, filhos de Deus, do que a orientação valiosa da Palavra divina.
A nossa vida espiritual se torna alicerçada e inabalável quando colocamos em prática os ensinos contidos nas Escrituras Sagradas.
Ela nos mostra o caminho a seguir, nos enche de gozo e confiança e não permite que desfaleçamos diante das lutas enfrentadas.


Quando deixamos que os afazeres do nosso dia impeçam a nossa leitura diária da Bíblia, vamos dormir mais cansados, menos alegres e sentindo que algo nos ficou faltando.
A Palavra nos motiva, nos enche de esperanças, nos impele a perseverar e nos faz caminhar sabendo aonde ir e tendo a convicção de que lá chegaremos.


Às vezes deixamos a Bíblia de lado.
Preocupamo-nos e ocupamo-nos com todo tipo de assunto, mas não temos tempo de estar junto a Deus buscando Seus conselhos e Seus cuidados.
A Palavra de Deus fica escondida no "baú da indiferença" e nós deixamos de receber as bênçãos incontáveis que o Senhor nos quer dar através de sua leitura.
Murmuramos diante de Deus por Ele não nos responder, mas não abrimos a Bíblia
para ouvir Sua resposta.


Se você quer que o barco de sua vida navegue em paz e segurança pelos mares deste mundo enganador, não deixe de levar a melhor bússola que poderia ter: a Bíblia Sagrada.

FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Fitando Os Olhos



Fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé.
(Hebreus. 12:2)
Quando o cachorrinho de Lutero se aproximava da mesa, ele aguardava um pedaço de carne de seu mestre e, até que recebesse o seu bocado, mantinha-se firme, com a boca aberta e olhos imóveis.
Reparando na atitude de seu pequeno cão, Martinho Lutero comentou: “Eu gostaria de orar da mesma forma como este cachorro aguarda a carne!”.
Toda a sua atenção está concentrada no pedaço de carne.
Ele não tem, além disso, qualquer pensamento, desejo ou esperança.


Temos sido capazes de nos colocar diante de Deus com a mesma firmeza?

Concentramo-nos, quando estamos em Sua presença, exclusivamente nEle, esquecendo todas as demais coisas que poderiam nos preocupar ou deixar ansiosos?
Cremos, realmente, que aquilo que fomos buscar do Senhor nos será dado, conforme a Sua promessa: "Pedi e dar-se-vos-á?"


Movidos pela agitação do mundo atual, muitas vezes esquecemo-nos do quão importante é parar um pouco e colocar nosso coração aos pés do Senhor.

Afinal, Ele é a fonte de toda a nossa esperança, o manancial de onde recebemos todas
as bênçãos, o Caminho para todo o nosso sucesso e felicidade.


É preciso que aprendamos, à semelhança do cachorrinho de Lutero, a nos colocar junto ao grande Mestre, olhar fixadamente  para Ele, não deixar que nada ao redor tire a nossa comunhão e,com muita obediência e fé, esperar tranqüilamente por tudo que o nosso Salvador deseja fazer em nós e através de nós.



Você tem fitado os olhos em Jesus, aguardando o seu "bocado" espiritual?

Tem confiado que do Senhor virá a bênção que tanto busca?
Ou tem desviado os olhos para outros lugares,numa esperança incerta e duvidosa?


Confie plenamente no Senhor. Você jamais se arrependerá!



FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS

terça-feira, 20 de junho de 2017

Puxando Os Dois Remos



Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.    (Tiago. 2:26)

Dois cavalheiros estavam cruzando o rio em um pequeno barco.

Eles começaram a discutir sobre fé e obras.
O homem que estava remando e conduzia o barco para eles através do rio era um cristão culto e dedicado.
Ao ouvir o debate entre os dois, o remador se voltou para ambos e disse: "Eu creio que
possa ajudar a respeito do que  conversam.

Eu estou segurando dois remos em minhas mãos.
Um que eu chamo fé e outro que eu chamo obras.
Agora, vejam isto.
Eu puxo apenas o remo chamado fé.
Vocês observam que só conseguimos andar em círculos e não podemos ir adiante.
Agora eu puxo apenas o remo chamado obras.
Mais uma vez  só conseguimos andar ao redor.
Agora eu puxo a ambos os remos e seguimos firmes em frente." Então o barqueiro Cristão concluiu: "Em minha opinião, uma fé sem obras está morta e obras sem fé não bastarão."


Muitas vezes cremos que a nossa vida espiritual e salvação  dependem exclusivamente da fé e, por isso, nada mais precisamos fazer para garantir nosso lugar nos Céus.

Realmente a salvação é pela fé, mas como posso dizer que tenho fé e que Jesus habita em meu coração se nenhuma evidência dessa transformação é vista em minha vida?
Como posso proclamar que tenho fé se não me sensibilizo com meu próximo, se não me preocupo se está caminhando para a perdição e se não pratico o amor que caracteriza a vida de um verdadeiro filho de Deus?
Será a minha fé verdadeira?     Será que penso tê-la e não tenho?


De igual modo, muitas vezes cremos que viver com Deus e  ser um verdadeiro cristão depende, em primeiro lugar, das obras que fazemos neste mundo.

Se  sou caridoso, se ajudo aos necessitados de minha vizinhança, se estou sempre disposto a
colaborar com as campanhas de ajuda aos pobres em geral, é mais do que suficiente para demonstrar o quanto sou religioso e merecedor de um lugar especial na glória. Será isso suficiente?


Se queremos  ser sal da terra e luz do mundo, precisamos segurar os dois remos nas mãos para, assim, seguir em frente, ser uma bênção e glorificar o nome do Senhor.


FRATERNALMENTE EM CRISTO
ELIANE DE SANTIS